quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O LEÃO E A ÁGUIA








Não te ofereço o meu amor porque não sei se o detenho. Também não sei se o desejais, porém sei que o mereceis e por isso, não exito em dar de mim o melhor.
E o que fará com ele? Não sei. Talvez o deixes em meio aos teus troféus, ou então apressará em devorá-lo, pois logo o tempo e o destino o levarão.
Bruto é esse vento, breve é esse tempo, duro é esse destino...
Vou com os pés sangrando e a alegria no bolso. Protege-me do sol a "finger", mas não resiste ao teu olhar feroz. Me entrego.
Confidencio-te somente aos meus silêncios e fito os teus em meio a multidão, pois quando a noite chega, ela se vai. Só assim tenho em mim os teus 13 ou 45, rio barrento e rio branco formam hummm.
Sigo bebendo em várias fontes para saciar a sede, mesmo sabendo quem me sustenta. Voo bem alto a espera de um sinal que fará descansar minhas penas dolorosas de norte a sul.
Bruto é esse vento, breve é esse tempo, duro é esse destino...
Engravidado prossigo... e o deixo nascer, crescer e crescer...
Depois voo mais sábio, escravo da memória que não deixará que eu esqueça que me devorastes!


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