quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

AMOR DE SUPER-HERÓI

Seja na ficção ou vida real, existem muitas formas de sermos super-heróis e lutar exaustivamente por uma causa nobre, geralmente focando nossos poderes sobrenaturais ao bem coletivo. Dentre estes poderes, claro, está o poder de amar. Sim! Os super-heróis também amam! A experiência de amar e ser amado é rara e exige heroísmo. Apesar dos heróis não precisarem amar para exercerem sua missão, quando encontram o amor, a vida se torna mais bela, mais forte e infinitamente acompanhada!
Se a vida amorosa entre dois super-heróis pode ser difícil, em vista de os dois viverem a disposição de suas lutas e pouco tempo restar para gozar de seu leito amoroso, acredito que o grau de dificuldade é bem maior quando um é super-herói e o outro não.


Neste caso, mais do que nunca, o reconhecimento, a compreensão e a paciência são quesitos preliminares entre o casal. Mas, o amor não sabe esperar o dia amanhecer e o coração tem seu próprio compasso, “o amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade”, já dizia John Dryden.
Fico imaginando as crises que se passavam nas mentes e corações de alguns casais onde um é herói e o outro não: Homem-Aranha e Mery Jene, Wolverine e Mariko, Super man e Lois Lane, Ulysses e Penélope, Moisés e Zípora, entre outros. Todos eles dão exemplo de como é difícil viver um amor híbrido.

A prioridade dos super-heróis sempre foi o compromisso com sua missão primeira, o amor neste caso é secundário. E suas mulheres apesar de nem sempre serem vistas pelo público leitor como heroínas, possuem um papel tão importante quanto o de seus companheiros e para estes elas se tornam verdadeiras heroínas. Elas têm o superpoder de ser a inspiração, o porto seguro e o descanso que seus guerreiros possuem ao retornar de suas longas batalhas.
Nem sempre escolhemos ser super-heróis, geralmente esta missão é confiada por Algo ou Alguém Maior. E aí, torna-se quase impossível resistir. No amor, parece-me que ocorre o mesmo. Pois, quando os olhos se cruzam, as histórias se encontram e as peles misturam-se em suor, lágrimas e sabores, não dá pra resistir. É! Quem encontrou um amor, encontrou um tesouro precioso.

 
E encontrar um amor, significa andar de mãos dadas com a saudade. Principalmente se este amor for vivido ao lado de um super-herói. “A saudade é o que faz as coisas pararem no Tempo.” afirma Mario Quintana. O tempo, a saudade, a distância, o amor... todos estão conectados em rede e isto me parece consolar os corações dos que se amam e sofrem com a distância. Afinal, é o que temos pra hoje: conectividade!

Se por enquanto, não é possível trocar beijos, abraços e outras carícias com a pessoa amada, pelo menos podemos trocar mensagens virtuais de carinho. Certamente, é isto que faria Ulysses durante sua saga para demonstrar seu afeto por Penélope. Oxalá que os amantes na contemporaneidade descubram o consolo que traz a conectividade, para não perderem a sintonia da preciosidade de amar e ser amado!


É certo que o amor não dá sossego! Após encontrá-lo, temos a tarefa de reconhecê-lo. Após reconhecê-lo, é preciso vivê-lo e bem guardá-lo na memória - baú da saudade que o tempo eterniza. E entre chegadas e partidas, perceber que a missão continua mais bela, mais forte e infinitamente acompanhada!  


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