O poeta, em Norte, é fingidor
O poeta, no Sul, é sonhador
O poeta, com seu pó, é criador.
O -eta não escolhe o po-,
Nem a -sia escolhe o -eta.
São duas margens que se encontram
Pelo em pelo, pó e isa, pó com eta.
Tudo parece ser tão óbvio
E ao mesmo tempo confusão.
Os dois se unem em sentimento e razão.
Não são marido e mulher, nem
namorados.
São mais que amigos, mais que
casados.
São duas margens, entrelaçados de
explosão
salivas, sensação e secreção.
São quente e frio num mesmo sufixo de
–dor
Coisas que só da distância germinou.
São sonhadores de afazeres e vazios
São Norte e Sul, batendo asas de
desvios.
Eles não são mais dois, são três!
Não são mais três, são um!
São dez, são mil, são três em hum!
A margem que os separam é flexível e
rigidez
Permite fingir, sonhar, criar um três
Terceira Margem do rio,
E rio do rio em rio.
O rio lava, o vento leva, o tempo
reza.
A Terceira Margem nasce, cresce e
segue em curvas e retas.
Nasceu marginal, uma beleza.
Natureza de palavra criada em letra.
Nem amigos-namorados, nem casal.
A terceira margem é somente um
marginal!
20/06/2014
2h
Nenhum comentário:
Postar um comentário