Se não és tu...
O alguém que merece a
chave do meu castelo;
A Isolda razão deste meu
duelo;
O meu canto Tristão de
saudade;
A dor da distância, que é
minha verdade, Afasta-te!
Será que és tu...
A
opção que farei para saciar minh’alma,
O
passo que me acompanha ao encontro da calma,
Os
minutos, as horas, os dias da minha eterna pauta?
Afasta-te!
Se loucura não há, se não
queres sofrer, se não podes amar
Se não arriscas sorrir,
se não me voltas o olhar
Se não me beijas ao
dormir, se não me tens no sonhar.
Quem sabe...
Se
a voz que ouço, é meu eco no ar;
Se
o brilho que vejo, é um imaginar;
Se
a rotina que quebro é só por quebrar;
Se o gozo que sinto, não foi um brincar.
Se não és tu,
Afasta-te!
Liberta minha insensatez
e deixa meu pensamento,
Permita que eu chore mais
um lamento,
Permaneça em teu santo
silêncio,
Autoriza-me a amar mesmo
com todo o tormento.
Mas
se és tu, “entre-me!”
Esteja no vento a voar, seja na selva a reinar
Não apresse o amar, responda ao meu perguntar
E acima de todo o medo e de toda a dúvida,
Insista pra eu não me afastar!
Belém, 07 de novembro de 2012

Nenhum comentário:
Postar um comentário