Em tempos difíceis, a
Águia sobrevoava sobre um terreno desconhecido, ao lançar seu olhar racional
para aquela terra, avistou um movimento majestoso, fascinada parou por
instantes em observações milimétricas, pousou e continuou a fitar um ser
misterioso, perguntou para as aves do local: “O que é ele?” Elas responderam:
“É o Leão, o rei da selva.”.
A Águia pensou que
ele ainda não tinha notado sua presença, mas como todo conhecedor de seu
terreno, ele já se dera conta de todos os movimentos do céu que movia em duas
asas. Muito discretamente ele voltou o olhar sobre o arvoredo em que a Águia se
encontrava... Nada foi dito, mas tudo foi entendido. Ele era solitário, igual a
Águia. Ambos sabiam da atração ocorrida por ambos e quase sem dizer nada,
buscaram um lugar reservado e se entregaram às chamas do desconhecido.
O Leão ficou e a
Águia voou. Algo havia de magnifico na vida desses dois animais tão diferentes,
o tempo passou e mesmo com o “afasta-te” o fogo queimava... A Águia emprestou a
voz do sabiá e cantou de saudade, quando o Leão ouviu o canto reconheceu a
Águia e correu rugindo ao seu encontro. Ao despedissem, a Águia deixou suas
asas para o Leão e com ele esqueceu seu coração. Pegando carona, ela voltou
para seu posto. Não demorou muito e o Leão foi visitá-lo.
Apesar dos diálogos, pouco sabiam um do outro. A única certeza que se
tinha é que um era Águia e o outro Leão, isto eles não poderiam mudar, talvez
apenas isto eles não poderiam mudar, porque aquela atração inicial, há muito já
não era só atração... Muita coisa havia mudado, já não eram tempos tão
difíceis, porque os dois se acompanhavam mesmo de longe. Muitos foram os
cantos, muitos rugidos ao vento, muitos voos e queimadas, o Leão e a Águia já
não eram solitários... O fogo cumpria seu papel, o tempo passou e escreveu esta história que ainda desconhece o fim. O que se
conhece é que tudo é possível. Ele continuou sendo Leão e o outro Águia, terra
e céu se enamoravam em queimadas. 3x3.
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