terça-feira, 19 de janeiro de 2021

MARÉ

 


Uma vez perguntado: E agora José?

O mar nos responde que sobra a maré

Por vezes em alta, agarra a bravura

E quando está baixa, alarga a ternura

 

O barro levanta surgindo o Mauro

Um F ecoa, um outro José

Os braços dos rios se abrem em março

O universo conspira fecundando a fé

 

Um marco dilata a pulsar coração

Mistura água e trigo, o pó e o pão

O F e o M, crianças no pré

Francisco e Mauro, se tornam José.

Nenhum comentário:

Postar um comentário