terça-feira, 19 de janeiro de 2021

ECLIPSE LUNAR

 



Ah, seu olhar de azul celeste a iluminar a escuridão

Seus olhos a fitar os mundos calados e sedentos de imaginação

E quanto mais me encontro neste brilho mariano mais me perco neste mar

Fito um abismo, pleno de conhecimentos, que ao fundo não consigo chegar

Já não sei se azuis ou negros, se é da terra ou se é do ar.

 

Ah, seus olhos envoltos de beleza que a experiência nos traz

Prosas, poemas, projetos, palavras que aos poucos ao mundo se esvai

Fecunda ouvidos atentos, ensina motivação

Seu olhar aponta pra frente, parar não é opção

Não sei se é força da memória, do esquecimento ou do perdão...

 

Há neste olhar muito mais do que se mostra, muito mais a revelar

Poeta fingidor que diz ser da terra, mas aqui é do ar

E voa no imenso céu, Tareja no imenso azul, navega no imenso (a)mar

Asas de sabedoria como raiz que a terra habita, sabe partir e sabe ficar

Ah, seu olhos negros! Ah, brilho azular! Ah, doce mistério, eclipse lunar!

 

Belém, 20 de junho de 2016

Para Profª Drª Marli Tereza Furtado

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