Ah, seu olhar de azul
celeste a iluminar a escuridão
Seus olhos a fitar os
mundos calados e sedentos de imaginação
E quanto mais me
encontro neste brilho mariano mais me perco neste mar
Fito um abismo, pleno
de conhecimentos, que ao fundo não consigo chegar
Já não sei se azuis
ou negros, se é da terra ou se é do ar.
Ah, seus olhos envoltos
de beleza que a experiência nos traz
Prosas, poemas,
projetos, palavras que aos poucos ao mundo se esvai
Fecunda ouvidos
atentos, ensina motivação
Seu olhar aponta pra
frente, parar não é opção
Não sei se é força da
memória, do esquecimento ou do perdão...
Há neste olhar muito
mais do que se mostra, muito mais a revelar
Poeta fingidor que
diz ser da terra, mas aqui é do ar
E voa no imenso céu, Tareja
no imenso azul, navega no imenso (a)mar
Asas de sabedoria
como raiz que a terra habita, sabe partir e sabe ficar
Ah, seu olhos negros!
Ah, brilho azular! Ah, doce mistério, eclipse lunar!
Belém, 20 de junho de
2016
Para Profª Drª Marli Tereza
Furtado

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