E em mais um ano não houve Natal.
Fatal é essa distância, silêncio e desesperança...
Enquanto muitas relações são
renovadas na energia do período natalino, nas palavras de ternura e abraços de
carinho... Outras relações são silenciadas pelo não sei o quê (...) talvez medo,
vergonha, dor, desprezo (...) ou quem sabe o encontro do Natal tenha apenas se
diluído em outras datas do calendário e assim não se tenha esperado para sorrir
somente durante a noite feliz.
Eis o Natal inclusivo e irmanado,
imerso ao banal e pueril afago, ao sorriso e a tão frágil luz que não se mantém
até a cruz. Eis a família, o afeto e seus desacatos, a triste obrigação dos
endividados e a fatal indiferença dos encarcerados.
Presos a relações aparentes e
virtuais conexões estamos fadados a viver um eterno discernimento dos que mais
importam para sentar-se a mesa, dividir a ceia, o beijo, a seiva.
Estamos longe de compreender o
Natal. Essa noite/dia tão especial do encontro de amantes.
Natal é presença e é ausência.
Natal é Cruz e também é Luz. Mas fatal é, sobretudo, se não ousarmos alimentar
este paradoxo em nossa história e silenciarmos diante da potência e da ternura,
da arte e da fragilidade d’Aquele que em nós habita.
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